Uma entre 12 escolas oferece dança para deficientes nas Oficinas Culturais em São Bernardo
- 26 de nov. de 2016
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A EMAEI Paulo Bugni, escola própria para deficientes, possui aulas de diversos estilos de dança e busca a inclusão social
A secretaria de Cultura de São Bernardo realiza as Oficinas Culturais anualmente, uma atividade que promove aulas de dança, teatro, literatura, instrumentos musicais e outros tipos de arte para os moradores do município. Porém, de 12 instituições onde as oficinas ocorrem, apenas uma promoveu aulas de dança exclusivas para pessoas com deficiência em 2016.
A Escola Municipal de Arte e Educação Integrada Paulo Bugni, localizada no centro de São Bernardo, é a única escola que assegura 50% de suas vagas para deficientes. Geisa, coordenadora em arte e educação que responde pela direção da escola, disse que a prioridade é dada à inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais.
Criada em 2000, a EMAEI Paulo Bugni, segundo Geisa, é considerada uma das pioneiras na integração de pessoas com deficiência. “Na época em que foi criada, ainda não era utilizado o termo inclusão, e sim integração”. A coordenadora também afirmou que a escola busca profissionais que já tenham experiência com pessoas especiais no currículo, para que o trabalho nas oficinas seja ainda mais facilitado e aprimorado.
Este ano as oficinas oferecidas no local foram: dança para crianças, dança de salão, do ventre, danças urbanas, dança inclusiva, flamenco e núcleo de estudos e pesquisa de danças étnicas. A aula nomeada como dança inclusiva inclui pessoas deficientes visuais. Outra oficina, como a de danças urbanas, conta com alunos de com síndrome de Down e baixa visão. O Centro Cultural Jácomo Guazzelli, outro local que promove aulas de dança por meio das Oficinas Culturais, possui alunos deficientes em aulas de música, porém, a área da dança não conta com pessoas especiais.
Mesmo acontecendo há 30 anos e atingindo vários pontos de São Bernardo, as Oficinas Culturais, que fazem parte do Programa de Formação Artística e Cultural do município, priorizam pouco aqueles que portam alguma necessidade especial, assim como muitas escolas e centros culturais da cidade. “Em relação à parte de estrutura física, as escolas da cidade estão se adaptando por conta das exigências da legislação. Mas, na parte educacional, ainda são poucas as escolas que investem em profissionais habilitados”, diz a professora de dança Marcia Rodrigues Bueno.
A professora iniciou neste ano um projeto em sua academia (Ballet Marcia Bueno) que oferece aulas de dança próprias para deficientes intelectuais. Ela deu início às aulas alegando que em São Bernardo os investimentos em programas de inclusão são poucos, principalmente na área cultural. “Por ter uma interação com o outro, podemos proporcionar aos deficientes um desenvolvimento social, como também o físico e cognitivo, através do trabalho muscular e as sequências coreográficas que trabalham a atenção”, explica Marcia Bueno.
Conforme o artigo 43 da lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 da Constituição do Brasil, “o poder público deve promover a participação da pessoa com deficiência em atividades artísticas, intelectuais, culturais, esportivas e recreativas, com vistas ao seu protagonismo [...]”. Assim, é dever da Prefeitura e instituições públicas e particulares da cidade de São Bernardo e de todas as cidades do ABC rever seus programas voltados aos deficientes e sua acessibilidade, dando a eles mais prioridades e oportunidades.

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